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Exposição de Fotografia
Guia Turístico de Nuno Morais
De 01 a 29 de Agosto
Nuno Morais
Nuno Morais nasceu em Cascais em 1978. Cresceu e vive no Concelho de Sintra.
Sempre gostou de várias áreas de conhecimento tendo feito formações diversificadas mas desde cedo que um dos seus gostos era o de espreitar pela máquina fotográfica e fazer o “ clik”, e em 2008 dedica-se mais entusiasticamente à fotografia, começando formação no MEF – Movimento de Expressão Fotográfica em Iniciação à Fotografia e continuando com fotografia Aplicada ( Fotografia de Autor, Fotografia de Espectáculo, Paisagem, Fotografia Digital, Retrato, Fotografia de Nu, Foto – Reportagem, Iluminação, etc.), Workshop de Fotografia Etnográfica. Participa também como fotógrafo na Companhia de teatro “ Byfurcação – Associação Cultural”.
Em Outubro de 2009 expõe pela primeira vez na exposição colectiva de fotografia “ Mito 2009 em Oeiras no seguimento do Workshop de Fotografia de Teatro.
Em Novembro de 2009 participa na exposição colectiva de fotografia do projecto “ Prevenção e Segurança Rodoviária” realizado pela United Photo Press em Viseu, com exibições posteriores, em Março na Guarda e Maio em Loulé.
Em Janeiro de 2010 expõe em nome individual o projecto “ Guia Turístico” em Lisboa e em Junho participa na exposição colectiva de fotografia do projecto “ Periferias” realizado pelo MEF – Movimento de Expressão Fotográfica, em Lisboa.
Em Agosto de 2010 traz o projecto fotográfico “ Guia Turístico” para terras que também lhe correm no sangue e, onde se respiram os mesmos ares que, com alguma frequência, também o viram crescer sendo acolhido no Museu Municipal Manuel Soares de Albergaria – Carregal do Sal.
Guia Turístico
Os guias turísticos servem, tal como o nome indica, para guiar o turista. Prestam-lhe acompanhamento dando as mais relevantes informações sobre um local: os seus pontos turísticos, as suas manifestações culturais e geográficas, valorizando esse local aos olhos do turista.
Através de imagens pretendo criar um guia turístico pessoal, revisitando pelos meus olhos vários marcos históricos, valiosas fontes de conhecimento das cidades!
Não procuro “categorizar” a cidade, mas sim os turistas que a percorrem e que sem a necessidade de qualquer conhecimento especial ficam impressionados, encantados e estupefactos perante a “imponência”, “ grandiosidade” e “ bom gosto” dos seus marcos históricos e posando diante destes, se auto – registam ou pedem aos seus companheiros de viagem, ou a transeuntes que ao acaso são abordados, que registem fotograficamente aquela valiosa fonte de lembrança de uma visita a uma fonte de conhecimento. Esses marcos que, numa atitude narcisista, do turista, passam a ter o significado de meros panos de fundo, pois o desejo e a necessidade de se verem nas fotografias atribui uma nova valorização e relevância ao par visitante/ visitado.
Os “auto-retratos turísticos” são uma espécie de vício, pois o turista procura consecutivamente a visita ao maior número de locais e respectiva obtenção de imagens e o seu aparecimento nas mesmas, podendo assim notabilizar-se a si próprio e poder ser notado (e invejado) pelos outros, já que naquelas imagens o importante é o “Eu”; “ Eu” estive! “Eu” visitei! “ Eu” fui! …” “Eu” fui! …” Eu” apareço nas fotografias! Criando uma relação presente/ passado já que a sua visita fica registada para o futuro.
Mas o “Eu” deixa de ser importante quando o turista passa a ser só uma personagem no meio de tantas outras. Um mero boneco playmobil! Qualquer um ao ser um visitante, ou seja, um turista, e ao assumir o papel narcisista, chama a si a relevância daquele registo repetindo-o como todos e tantos outros. E essa repetição revaloriza o marco histórico e traz-lhe de novo importância que os guias turísticos lhe delegam ao invés do Playmobil, aquele pequeno boneco que teima em aparecer nas fotografias.
Nuno Morais
2010-07-30
